Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Vida de cliente

Ai, ai, ai....

Quem diz que ser cliente é fácil, está seguramente enganado.

Digo isto depois de presenciar algumas situações caricatas.

Assim, quando nos dirigimos ao hipermercado, já vamos com ela fisgada. Ela, entenda-se, o objectivo: comprar o que necessitamos e, se possível, arreliar (bom termo) os empregados.

Atenção, alguns também são sossegados e só chateiam os empregados.

Ao fazer as compras, nós evitamos olhar para os preços, para os descontos e, na locura, até retiramos o código de barras na plausível esperança de que os "caixas" deixem passar o produto a chamar o " patinador" e registar o produto de forma mais demorada.

Passada a selecção do produto, é hora de nos encaminharmos para o grande portal, o portal que nos permitirá sair do "inferno comercial". Na zona dos portais, averiguamos qual é o mais livre, depois dirigimo-nos sagazmente e com um olhar viçoso para o tal.

Pegamos nos produto e colocamo-los na passadeira ( que supostamente é rolante) e aguardamos que o operdor de caixas faça o seu trabalho (que, para o cliente, seria deixá-lo passar sem proceder ao pagamento). Contudo, no curto espaço entre o início da passadeira e a saída "para a realidade", muitas perguntas se levantam na cabeça do pobre, mas audaz cliente, que sabe que tem o "poder" nas suas mãos. As perguntas cingem-se na ordem do " deverei implicar com a roupa do empregado", " deverei arranjar confusão"...

Ora, perante a consciência dos clientes de que é preciso algo para abanar a monotonia no distânciamento entre empregado e o próprio, novas zaragtas se elevam.

Lá está, se não percebem o que se passa com um produto, perguntam. Os empregados explicam, eles recusam-se a entender e perguntam novamente, usando aqueles tons só acessíveis nos surrounds mais elaborados.

No fundo,depois das crianças, os clientes surgem com uma inteligência específica de acordo com algumas etapas.

Assim, Piaget, quando elaborou as inteligências de uma criança, não deveria ter olvidado  esse ser que é o cliente.

Tal com as crianças, que não conseguem perceber que os objectos existem, mesmo quando não os vemos, também o cliente tem dificuldade em entender que há um desconto, mesmo que não esteja no monitor, e depois de receberem indicações do empregado a dizer que estaria no talão no final.

No fim, se dermos um brinquedo à criança, ela cala-se. O mesmo acontece, quando nós damos o "santificado" talãozinho" ao clientezinho, mais " ão" do que "inho".

sinto-me:
publicado por Joao Silva às 01:10

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1 comentário:
De [Paulinha] <3 [Alvadia] a 1 de Agosto de 2008 às 13:19
Beeem....
Devo admitir que aqui o Sr. Joquinha tem jeito para esta coisa dos blogs. Sim, sim.

Admito que, ao contrário do que acontece em determinados blogs, a leitura dos teus posts é bastante agradável :D

Para já não tenho tempo de ler os restantes, mas assim que possa, fá-lo-ei. Mi x')

Muuuuaaah **

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